A HEGEMONIA DE GRAMSCI – EVOLUÇÃO DA REIFICAÇÃO

Com base nas idéias de Lukács, o marxista italiano Antonio Gramsci, a figura-chave do cânone marxista cultural, desenvolveu, nos anos 30, um conceito mais elaborado que ele chamou de “hegemonia”. Para Gramsci, uma guerra de idéias precede necessariamente qualquer guerra real contra a classe dominante capitalista. “Hegemonia” é o uso da cultura dominante pela classe dominante para dominar as massas.

As elites usam a cultura de massa como exércitos usam trincheiras e fortificações para defender seus interesses principais. Uma revolução, portanto, só pode ocorrer após uma longa batalha de posição contra essas fortificações culturais e defesas ideológicas. Toda revolução, argumentou Gramsci, é precedida por um intenso período de críticas, uma guerra cultural. Um papel fundamental nesse processo de contra-hegemonia é desempenhado por pessoas que Gramsci chama de “intelectuais orgânicos” – aqueles nascidos em uma classe oprimida (“subalterna”).